Chuvas / Rains

Chuvas continuam na faixa central do Brasil ao longo desta quinta-feira (19). Região do Sul de Minas as chuvas ainda não atrapalham os trabalhos nos campos, mas produtores seguem atentos às previsões climáticas. Continuidade das precipitações pode afetar a qualidade dos grãos. Cafeicultores esperam recuperar parte das perdas registradas nos dois últimos anos devido à falta de chuvas.

Rains continue in the center lane of Brazil along this Thursday (19). South of Minas region rainfall does not hinder the work in the fields, but producers follow attentive to weather forecasts. Continuity of rainfall can affect the quality of the beans. Coffee growers expect to recover some of the losses recorded in the past two years due to lack of rain.

Positive Week / Semana Positiva

The future coffee closed last Friday slightly higher on the New York Stock Exchange. The shares due in July closed with a gain of 5 points, at US $ 1.3010 cts/lb. The commodity has accumulated in the last week, a rised of 365 points or 2.89%.
Also contributed to the increase of the coffee price on Friday the drought in producing regions of Asia, such as Indonesia and Vietnam, which produce the Robusta species. Speculation about the crop 2016/17 in Brazil, which has already begun to be harvested and will be probably large, have helped to contain more significant increases in the US stock market.

Os futuros de café fecharam a última sexta-feira em leve alta na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho encerraram com valorização de 5 pontos, a US$ 1,3010 a libra-peso. Com isso, a commodity acumulou, na última semana, uma alta de 365 pontos ou 2,89%.
Contribuíram também para o aumento da cotação do café na sexta a seca em regiões produtoras da Ásia, como Indonésia e Vietnã, que produzem a espécie robusta. As especulações sobre a safra 2016/17 no Brasil,que já começou a ser colhida e deve ser volumosa, têm ajudado a barrar altas mais expressivas na bolsa americana.

O café brasileiro na atualidade

Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia. A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia.

Fonte: http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=38#58

ALGUMAS FORMAS DE CONSUMO DO CAFÉ NO MUNDO

O café é, ao lado da cerveja, a bebida mais popular do planeta. Apesar da preferência, as suas formas de consumo são tão diversas, que podem fazer com que o consumidor mais desavisado tenha grandes surpresas. Veja como o café é consumido em alguns lugares do mundo:

– França: o produto, muitas vezes, é bebido juntamente com chicória;
– Áustria: pode-se beber o produto juntamente com figos secos, sendo que em Viena, a capital do país, é uma tradição o oferecimento de bolos e doces para acompanhar o café com chantilly;
– África e Oriente Médio: é comum acentuar o sabor do café com algumas especiarias, tais como canela e cardomomo, alho ou gengibre;
– Bélgica: o produto é servido com um pequeno pedaço de chocolate, colocado no interior da xícara, que se derrete quando entra em contato com o café;
– Itália: a preferência é pelo café expresso servido em xícaras pequenas;
– Grécia: o café é acompanhado por um copo de água gelada;
– Cuba: o café é consumido forte e adoçado, e em um só gole;
– Sul da Índia: o café é misturado com açúcar e leite e servido com doces;
– Alemanha: em algumas regiões é servido com leite condensado ou chantilly;
– Suíça: adiciona-se ao café um licor, o “kirsch”;
– México: em muitos lugares, o café é oferecido gratuitamente e pode ser consumido em grandes quantidades. O chamado café americano, como é conhecido no México, é o mais consumido e é uma cópia do que se bebia até poucos anos nos Estados Unidos: aguado e com pouco sabor.

O CONSUMO DE CAFÉ PODE ESTAR ASSOCIADO A UM MENOR RISCO DE MORTE

Tomar café pode ter ficado ainda mais gostoso. Foi publicado na revista New England Journal of Medicine (uma das mais importantes publicações científicas do mundo) estudo que analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos), tornando-o o maior estudo que avaliou a relação entre consumo de café e saúde humana.

Os resultados dessa pesquisa mostraram que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco). Além disso, os tomadores de café também apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.
A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.
O resultado dessa pesquisa e de outras já realizadas mostram que consumir café diariamente é um hábito saudável, e que pode inclusive trazer benefícios para saúde. A possível explicação para esses resultados é que além de cafeína, o café também contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem conferir benefícios à saúde.
Ainda estamos aprendendo como cada um desses compostos pode afetar as funções biológicas. Existe por exemplo evidências fortes de proteção em relação à diabetes. Todos esses estudos têm gerado uma mudança de paradigma, fazendo com que o café deixe de ser um “vilão” e se torne um “mocinho” com relação à saúde humana.

REGRAS FUNDAMENTAIS DE UMA BOA PREPARAÇÃO DO CAFÉ

Quanto melhor o café, maior é a extração e melhor o sabor da bebida.

• Veja a data de fabricação do café. Café recém torrado tem mais sabor.
• O café moído se deteriora facilmente em função do ar, da umidade, do calor, do tempo e do contato com odores estranhos. Por isso ele deve ficar acondicionado sempre distante desses riscos. Guarde o café não utilizado em um recepiente com boa vedação, na geladeira.
• A água utilizada deve ser pura e limpa. Utilize sempre água filtrada ou mineral na preparação do café.
• Prepare somente a quantidade de bebida que vai ser consumida imediatamente ou, no máximo, durante a hora seguinte.
• O tempo de contato entre água e café deve ser:
– Para moagem fina – de 6 a 9 minutos
– Para moagem média – de 4 a 6 minutos
– Para moagem grossa – até 4 minutos
*Este tempo varia conforme o equipamento e a preferência pessoal.
• Use a medida correta. Utilize de 80 a 100 gramas de pó (aproximadamente 5 a 6 colheres de sopa) para 1 litro de água. Se a bebida resultar sem sabor, aumente a quantidade de café. Se ela ficar amarga, áspera ou desagradável, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade do pó.
• A água utilizada deve ser apenas aquecida – não pode ferver, pois a perda de oxigênio altera a acidez do café. A temperatura ideal de preparo é próxima dos 90oC.
• Pelo pó de café deve passar somente água quente, jamais a bebida. A recirculação torna a bebida muito amarga, áspera e desagradável.
• O café usado (café esgotado, borra) é o pior inimigo do sabor, aroma, da cafeteira e da sua saúde. Jogue-o fora. Nunca o reutilize, sequer misturando-o ao café fresco. Para garantir a qualidade ideal, o café já usado e a bebida preparada devem ficar sempre separados.
• Deguste com prazer uma bebida fresca, um café preparado na hora, ou o mais recente possível. A característica da bebida café é a de ir deteriorando-se lentamente e, por isso, um café preparado há mais tempo não tem o mesmo sabor agradável de um café fresco.
• Beba o café em xícaras de porcelana. O sabor fica destacado e a temperatura constante.
• No caso do uso de garrafas térmicas, estas devem ser muito limpas e de uso exclusivo do café.
• Nunca prepare ou armazene a bebida já adoçada porque se formará uma crosta de caramelo de mal sabor nas paredes do recipiente.

Curiosidades sobre o café

 

– Os armazéns agrícolas foram inventados por causa dos grãos de cafés.
– As plantas de café foram as primeiras a serem enxertadas.
– O cafeeiro foi a primeira planta no planeta a ser plantada com fins comerciais e lucrativos.
– Em 1554 abriu-se a primeira casa de café em Istambul na Turquia.
– Uma média de 2000 a 2500 frutos de café são necessários em se fazer 1 kg de café torrado.
– O uso do café como bebida tem mais de 700 anos.
– Café é o produto agrícola mais complexo do mercado nos dias de hoje. É mais complexo do que vinho – com mais de 900 componentes aromáticos e de sabor.
– O café é cultivado em mais de 50 países.
– Historicamente, somos o maior produtor e exportador do mundo, seguido pelo Vietnam, Colômbia e Indonésia. A produção de café de Minas Gerais é maior que a produção de café do país Vietnam.
– Além de exportar, o Brasil é o segundo maior consumidor mundial de café.
– O Brasil é o país que produz as mais variadas frutas de café do mundo, o que nos torna a nação mais rica em diferentes aromas e sabores de café do planeta.
– O Brasil participa com cerca de 30% da produção mundial de café.
– Apenas um brasileiro consome, em média, 1.200 xícaras de café ao ano.
– Depois do petróleo, o café é a segunda mercadoria mais importante para a economia do mundo.

The challenge of organic Coffee production in Brazil

The demand for organic coffee in Brazil has been growing in recent years. Although the product is considered relatively expensive when compared to other organic sources, such as countries in South and Central America. Its peculiar sensory characteristics make the item to be constantly used in blends in various roasteries worldwide.
The supply of such products in domestic and foreign markets, is quite limited and this fact is explained by the low number of producer organizations in the country. The estimated organic coffee production in Brazil is about 0.4% of the total.
The none welcome of implantation of production units, is mainly due to the difficulty in achieving the balance of nutrients in the soil, which allows, in turn, increased productivity per hectare, which currently is around 26 bags.
Nitrogen is still the biggest challenge for organic production, as industrialized organic fertilizers or green manure, have a lower percentage of this nutrient to fertilizers available for conventional coffee.
According to Rosangela Paiva – President of the Organic Association of Southern Minas, the production cost of organic agriculture on family farms compared to conventional, is higher. The enhancement is mainly due to prices of inputs when industrialized, such as the Rock phosphate, as well as the cost of hand labor, which can be related directly to the culture or the production of organic fertilizers.
An example that illustrates the increase in prices of industrial inputs, is the Rock Phosphate (Source of phosphorus for coffee) which increased by 53% in the price per ton, between the years 2010 and 2015, according to data provided by the Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo.
In addition to the above factors, Rosangela adds the financial impact of the implementation of culture, which in most “poor” soil nutrient, can be up to 30% higher than the deployment of a conventional crop.
In the transition period of culture, which is 3 years, there is a sharp fall in production. The crop starts to receive organic cultivation and in many cases, the product is still sold without any added value.
“There is a need to invest in the organic coffee sector from Brazil so that there is an increase in its volume of production associated with coffee quality and socio and environmental sustainability, ensuring competitiveness in the specialty coffee sector by the Brazilian producers.
The increase in the number of producers and productivity and the cost reduction of production will result in many improvements on the sector, such as more constant offer of this product to the national and international market, more stable prices and consequently higher consumption.
Studies and personal experience have shown that is possible to produce organic with reasonable cost of production, good productivity and fine quality. “- Says Cássio Franco Moreira – Chairman of ACOB (Association of Coffee Growers of Organic Brazil).
The numerous benefits provided by organic coffee, related to the environment and sustainability has proven increasingly as a global trend.
Brazil, which is the world’s largest coffee producer, has a strong potential and also consolidates as the largest organic coffee producer. For this to be possible it is necessary to facilitate the accession of producers by investing in research and expertise focused on organic coffee, as well as search by price differentials for the coffee produced in the culture during the conversion period.
Original Text: Daiana R. Tavares

 

Ladeira abaixo

As cotações futuras do café arábica tiveram forte queda na bolsa de Nova York na sexta-feira, puxadas por uma nova retração do mercado acionário da China e pela consequente valorização do dólar. Os contratos para dezembro fecharam o pregão a US$ 1,2645 a libra-peso, recuo de 600 pontos – a maior queda diária desde 21 de maio. A onda de aversão ao risco fez o investidor se desfazer de suas posições nos mercados de ações e commodities e buscar os títulos do Tesouro americano, impulsionando o dólar. A alta da moeda americana frente ao real e as outras divisas de países exportadores de café aumentou a pressão sobre as cotações da commodity. No mercado doméstico, também houve queda. O indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 2,74%, para R$449,21 a saca.

Fonte: Valor Econômico