O mercado de bebidas que mais rapidamente cresce no Japão não é o das cervejas artesanais nem o das vitaminas de fruta. É o dos copinhos de café preto que custam US$ 1 nas lojas de conveniência 7-Eleven do país.
“O café da loja de conveniência é ótimo, considerando-se o preço baixo”, disse Kiyoshi Fujimoto, 50, professor em Tóquio. Ele calcula que toma quatro vezes mais café nessas lojas, conhecidas localmente como “conbinis”, do que na Starbucks Corp. e que gasta cerca de um terço do valor.
As vendas de café nas lojas de conveniência aumentaram 48 por cento no ano passado. Essa foi a parte do mercado de bebidas japonêsas que cresceu mais rapidamente, pois os cafezinhos de US$ 1 fizeram com que o consumo batesse um recorde. O Japão é o terceiro maior importador de café do mundo, depois dos EUA e da Alemanha, disse Kazuyuki Kajiwara, gerente-geral do departamento de bebidas da empresa de comércio exterior Marubeni Corp. As importações de grãos e outros produtos chegaram a 459.708 toneladas no ano passado, de acordo com o grupo de torrefação All Japan Coffee Association.
Os maiores fornecedores são Brasil, Vietnã e Colômbia, mostram dados do governo. O consumo atingiu o pico recorde de 449.908 toneladas no ano passado, disse a associação de café. A 7-Eleven, que dirige 17.600 lojas de conveniência no país, pretende dar um impulso de 21 por cento às vendas, para 850 milhões de cafezinhos por ano até fevereiro, de acordo com Yasushi Kamata, diretor da companhia. A FamilyMart Co., terceira maior operadora japonesa de lojas de conveniência, visa reforçar as vendas de cafezinho em 11 por cento, disse a porta-voz Natsu Takaoka.
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